Os toques dados sem querer querendo.
As palavras medidas que entregam o que não se mede.
Os olhares que se perdem por dentro.
Os jogos de armar.
A tocaia.
O bote.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Mas...deixa pra lá.

Mais um feriado passa. A república é lembrada por um momento, se é lembrada. Ao voltar para a cidade, ao lado do companheiro que me cedeu um lugar no seu automóvel, pergunto a ele qual som mais gosta de ouvir. Uma regra básica da carona é manter a conversa ativa, aproxima as pessoas, não deixa o silêncio dar ideias. Porque o silêncio dá ideias.
Ele prontamente respondeu: - Gosto de música internacional.
Olhei para a janela molhada da chuva de novembro, pensei, olhei para ele, deixei a boca entreaberta para continuar a conversa, pensei mais um pouco e sorri. Música internacional.
Vamos manter a primeira impressão e não perguntar de que tipo.
Todo mundo é uma ilha. Ou um aquário.

Egoísta que sou, não consigo me livrar da mania autobiográfica das letras. Se fizesse música, se chamaria “eu” e se escrevesse um livro seria “meu”. Mania de viver dentro do aquário, de pensar que sou um peixe, observando as pessoas de longe enquanto passam carregando pianos nas costas e cantando com olhares perdidos. Eu gosto de pessoas felizes, mas ultimamente vejo tão poucas.
E eu também não sou um peixe.
Astrologia é apenas história pra dormir. E sonhar.
domingo, 25 de julho de 2010
Conte-me uma boa.

Mas, me conta uma boa, ele repetia.
Calou-se por uns segundos e desviou o olhar. Ato que ele quisesse ou não representava uma essência, um modo operante e distante de existir. E no fundo, ela não desejava superá-lo. Gostava do refúgio do horizonte, como quem bebe aos lentos goles uma bebida doce e quente em dias de inverno. E a sua pergunta-afirmação sempre vinha por sedex, dizendo eu quero e quero agora, diga as respostas que lhe surgem, que nem ao menos precisam ser respostas. E ela, sinceramente, desejava lhe contar tantas tantas coisas que pensara outrora, na sua casa de longe, ou que pensava agora, com o frio na barriga típico dos momentos de desejos insaciáveis. Desejava dizer o que sentia, que no meio de tantas letras misturava-se entre impressões reais e sensações desejadas. É, ele sabia sobre aquilo que o sujeito pensa que é, mas que pode ou não pode ser, mas que ao dizer fica a dica, sabe. No fundo, ele também se sentia assim. E mesmo com todo ama, todo não-ama, ela queria mesmo contar como se sentia e como todos os ipês cor-de-rosa se tornaram mais bonitos neste ano. E ao iluminar o fundo do seu mundo, abrir a porta que permanece encostada e depois aquela que permanece trancada e depois aquela em que se encontra escrito: perigo, o refrão de bolero é apenas um refrão!
Olhou de novo para aquele rosto de espuma, suave e delicado. Repetia a pergunta mudando o tom, um pouco para se convencer, outro para ganhar tempo no tempo: “contar uma boa?”.
“Ah, já sei, vou te contar uma boa”.
Conheci uma pessoa, com cheiro de roupa limpa e com mente bagunçada. Tenho vontade de lhe rasgar por inteiro, as vestes e depois a carne. De descobrir-lhe os mistérios, um a um, e deixá-lo nu, enquanto o observo dormir. E depois quero deixá-lo voar, cumprir sua missão de pássaro, sobrevoar as peças do quebra-cabeça que compõem nosso vasto mundo e quando for possível encostar sua cabeça na minha, para que possamos encaixar as nossas pernas e as nossas peças.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Confusão pouca é bobagem.
"O homem, por natureza, é um animal confuso. E sua racionalidade, sua política, sua ciência, são confusas tentativas de enfrentar sua confusão. Portanto, não deveria causar espanto que a história de seu pensamento esteja repleta de não pretendidas e indesejadas conseqüências de um caráter irônico, filhas de um casamento de um futuro não previsível e de um presente inescrutável (unfathomable). Isto é tão verdadeiro quanto é para qualquer parte daquela seção da filosofia que eu chamo teoria da racionalidade ou da avaliação".
W.W.Bartley III
W.W.Bartley III
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Carta ao desconhecido.

Caio Fernando já dizia que o tempo para às 15 horas. É o meio, é o ápice, é o começo destas letras.
Você já me conhece, um simples “e daí, qual é?” gera um conto, uma fábula. Eu não me aguento em mim (eu, me, mim, quantas sou?).
Você utiliza bem o acúmulo de informações. Digitaliza, separa em pastas, faz experimentos, arquiva. E este seu domínio faz meus pêlos ficarem ouriçados, agoniados. Mas ontem, no meu expresso divã nordeste, descobri que gósto muito do gôsto deste arrepio. Do domínio que me quebra, que não se mostra surpreso com as palavras soltas. Alias, é disso que gosto! Dos sinais que me confundem da cabeça aos pés.
Hoje, estou sem tempo. Não por falta, nem por sobra. E Cazuza pode me dizer, com aquela voz de protesto, que o tempo não para. Mas repito, hoje ele não faz sentido. Estou sem o tempo, os relógios estão parados desde a música do despertador. Ela tocou os ponteiros e disse que hoje é dia de poesia, de contra-tempo, é dia de amassar a vida com letras e com música. É dia de não olhar a agenda!
A embriaguez veio posteriormente. Estou me sentindo bêbada. Talvez seja um pouco pelo sono ou pelo deslocamento no meu próprio mundo, por ter de absorver o cotidiano da segunda-feira. Mas por uma persistência de pensamentos concluo que é pela embriaguez do teu encanto. Encanto, com canto, no meu canto, de canto, portanto...
Tenho vontade de bater de tanta coisa que queria lhe dizer e não sai. Não vai, não vem. Fica!
Bater, morder, sangrar, arranhar, lalala.
Sabe, é bom ter essa confusão por dentro. Confusão de tempo, de espaço, que infelizmente (?) um dia se encaixa de novo (ou de velho).
Abraço bem forte, com os dois braços e as duas pernas.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Acho tão previsível.

Eu também recebi uma ligação, dizendo que o velório seria hoje. Mas não sei se vou, não gosto de velórios. E depois terei que ir de ônibus, naquele horário de pico, onde os transportes coletivos ficam parecendo Auschwitz e eu não gosto de ônibus lotado. Sem esquecer do trânsito na hora do rush. Bem lembrado, eu não gosto de trânsito. Outra alternativa seria ir de moto, mas está fazendo muito frio e eu não gosto de andar de moto no frio. Além do mais, não tomei banho hoje de manhã, pois quando acordei fazia 10° e como é ruim acordar no frio. Eu não gosto de acordar com este clima. E muito menos de tomar banho neste clima. Então terei que lavar meu cabelo antes de sair e não terei tempo para secá-lo ou esperar um pouco para não sair com ele escorrendo. E eu não gosto de sair com o cabelo molhado, à noite, com frio. Mas posso me organizar e passar no banco no meu horário de almoço e sacar dinheiro para pegar um táxi. Apesar que instituição bancária na hora do almoço é um caos, geralmente todos têm a mesma idéia. A questão é que eu não gosto de banco, muito menos na hora do almoço. Acho que nem os bancários gostam de trabalhar lá. Pensando bem, eu também não gosto de trabalhar. Mas afinal, quem é que gosta?
quarta-feira, 19 de maio de 2010
sexta-feira, 14 de maio de 2010
O inferno são os outros!

Caminho por uma fase sartreana. Proposital por um lado, atraída por outro.
Comecei a ler por ter a facilidade de encontrá-lo a poucos passos do meu aposento. Meu companheiro de casa faz coleção de livros. Sofre de rinite, mas abre um sorriso ao olhar para a poeira juntada. Porém, eu não contava com a identificação que teria com o existencialismo quando colocado assim, em diálogos.
Assim, comecei com Náusea, passei por A Idade de Razão e acabo de ler Entre Quatro Paredes.
Este último escrito, que se apresenta em forma de peça teatral, é de uma sensibilidade intrigante. Em poucas palavras, direto e simples, Sartre desvenda sua famosa frase: “O inferno são os Outros!”
A história se passa no inferno. Mas longe das descrições dantescas, com fogo, tortura, carrasco, o inferno de Sartre são, literalmente, os outros. É um espaço vazio, sem camas, escova de dente e espelhos. A luz não se apaga, é sempre dia. Um eterno ver e ser visto. Não há sono, nem fome e nenhuma possibilidade de fuga do momento presente. São apenas três humanos, ou ausentes, ou desencarnados, ou qualquer outro nome. A religião aqui não importa, a sensibilidade está na impossibilidade de fuga. No viver (?) constantemente, às claras e para sempre na presença de mais duas, apenas duas, pessoas.
Não há espelho. A afirmação que ele nos provoca, quando olhamos aquilo que pensamos ser e obtemos a confirmação, não é mais possível. A confirmação vem dos outros. A imagem é capturada somente pelas retinas. É lá, no olhar do outro, que existimos. E é conforme a opinião do outro que nos posicionamos.
E não há descanso, sonhos, fantasia que nos levem para outro momento. Só há aqui e agora. A persona não consegue ser sustentada por muito tempo. Em pouco, brota uma nudez psíquica, onde os crimes, as falhas, os defeitos são apresentados.
A higiene que faz o convívio humano possível, apesar de não mais necessária, faz falta. Cadê a escova de dente? Como viver sem ela? Apegos tidos como pequenos se tornam um conflito. É a nudez psíquica e física.
Afinal, pra que fogo?
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Náusea

Os objetos não deveriam tocar, já que não vivem. Utilizamo-los, colocamo-los em seus lugares, vivemos no meio deles: são uteis e nada mais. E a mim eles tocam – é insuportável. Tenho medo de entrar em contato com eles exatamente como se fossem animais vivos.
Agora vejo: lembro-me melhor do que senti outro dia, junto ao mar, quando segurava aquela pedra. Era uma espécie de enjoo adocicado. Como era desagradável! E isso vinha da pedra, tenho certeza, passava da pedra para as minhas mãos. Sim, é isso, é exatamente isso: uma espécie de náusea nas mãos. (SARTRE, p.23)
Um pouco de Bárbara.

Barbara, como de costume, deixava sua cadeira laboral às 12hrs e caminhava até a sua casa. Gostava de andar, pois trocava olhares com as pessoas, pensava sobre a cidade, o tempo, as leis do movimento... Sentia-se humana.
Como de costume, a libido masculina se manifestava na rua de variadas formas, por gestos e palavras que na maioria das vezes nem era por ela percebidos. Barbara pertencia a outro espaço.
Mas hoje, algo de sublime aconteceu. Ao perceber um olhar fixo, daqueles que superam os 5 segundos recomendado pelos guias de paquera, deixou-se levar. Olhou, como quem observa lojas de roupa a longa distancia. Olha o todo, não repara as peças. Mas, como a primeira impressão intrigou, ela resolveu analisar mais profundamente, e de súbito percebeu, como essa pessoa parece com...com...com o Mateus. Sim, Mateus.
Mateus era um menino que ela conhecia ha bastante tempo. Não tanto tempo quanto se imagina quando diz “bastante tempo”, mas era suficiente para dizer que não era uma relação nova.
Mateus era dono de uma pele lisa e macia, sem pelos grossos, sem agressividade. Era encapado por uma cor de pingado, sendo o café amargo e forte. Com um olhar de criança, de eterno descobrimento, encantava as meninas que o conhecia. Encantava as meninas bem meninas, loiras e com pó na face. Mas também encantava aquelas desligadas, que voltam para o mundo apenas por uma boa conversa. É, Mateus também conseguia manter uma boa conversa.
E aquele olhar, aquele rosto, aquele momento a fez pensar nele. Nela e nele. Nela com ele. Neles. Eles!
Pensou que sentia saudade. Que sentia falta.
Mas aos poucos foi dialogando mais um bocadinho com as palavras, com as lembranças, juntando, separando, recortando. Inspirou e segurou a respiração, pensou no que sentia quando lhe faltava ar. Percebeu que não era saudade, de algo que passou, por exemplo. E que não era falta. Falta dele, disto ou daquilo...
Era apenas uma vontade. Vontade de ver aquele rosto, de trocar aquela boa conversa, dar um abraço e dizer. Vontade que nunca é apenas, é tudo. É o combustível. É a força que move. É exatamente o tudo que os liga. A vontade de saciar as vontades à vontade!
Soltou o ar. Relaxou. Guardou aquela boa sensação que Mateus lhe trazia e voltou a caminhar.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
A doce Tiê
"A cantora Tiê, 30 anos, lançou seu primeiro disco, “Sweet Jardim”, inteiramente autoral, pela Warner Music em 2009. Depois de turnês nacionais e internacionais do disco – que passou por países como França, Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos, Uruguai (este último no ciclo "Latinoamericana: música para la integración"), e por cidades brasileiras como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, Recife (Festival Coquetel Molotov) – a cantora garante uma data no Rock in Rio Lisboa. A apresentação será em maio. As novidades não param por aí, Tiê teve sua faixa Assinado Eu indicada pela Rolling Stone Brasil como uma das 25 melhores de 2009"
Com essa voz que abraça, acolhe, adoça, Tiê tem encatado meus dias!
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Sem Partido.
Na faculdade sentira-se atraído pelo comunismo, mas Mathieu o desviara ensinando-lhe o que era a liberdade. Boris compreendera imediatamente: é um dever fazer o que se quer, pensar o que se bem entende, ser responsável perante si próprio apenas, analisar permanentemente o que se pensa dos outros. Boris construíra sua vida sobre alicerces. Era inescrupulosamente livre. Em particular discutia sempre com todos, à exceção de Mathieu e Ivich; com esses era inútil, porque eram perfeitos. Quanto à liberdade, não era recomendável analisá-la demasiado, porque a gente deixava então de ser livre.
SARTRE, A Idade da Razão. p.168
SARTRE, A Idade da Razão. p.168
sábado, 17 de abril de 2010
Cê tá pensando que eu sou loki?
Gostaria de utilizar esse espaço pra divulgar coisas boas que ando assistindo, ouvindo, lendo...entre outras coisas. Sim, boas pra mim. Mas quem sabe pra você tambem?!
Ontem assisti o documentário “Lóki”.
Há algum tempo estava planejando e ontem, uma bela noite de sexta feira, daquelas que desejamos caminhar o corpo pelas avenidas da cidade, decidi concedê-la para Arnaldo Baptista, e sem arrependimentos.
O filme foi lançado em 2008 e conta a vida de Arnaldo, integrante do Mutantes. Para mim, fã incondicional deles, Os Mutantes, foi incrível conhecer o poço infinito, insistente e criativo que é este grande músico, artista e ser humano, acima de tudo. Dentre seus dramas, o amor de Rita Lee que se perdeu, o fim dos Mutantes, as grandes doses de LSD, a tentativa de suicídio, a queda do 4o andar, o período de coma, dentre outros, Arnaldo é uma medida construtiva entre o mundo real e o mundo dos discos voadores.
Reconhecido internacionalmente, ovacionado por Kurt Cobain, Arnaldo foi sim o grande líder de uma das maiores, se não a maior, banda brasileira. A grande marca tropicalista, que revolucionou com suas guitarras elétricas. Como não assistir o vídeo “Domingo no Parque” e não se emocionar e perceber a grande revolução que a partir dali se encontra. E isso tudo em plena ditadura.
http://www.youtube.com/watch?v=Zbv3M-AdxC0
Arnaldo, tu és um mestre!
O que tens de lóki é aquilo que poucos entendem...aquilo que não se encaixa nessa época.
Como Zelia Ducan diz no filme, você é a própria Balada do Louco. “E mais louco ainda é quem diz que não é feliz!”
"Hoje eu percebi
Que venho me apegando às coisas
Materiais que me dão prazer
O que é isso, meu amor?
Será que eu vou morrer de dor
O que é isso, meu amor?
Será que eu vou virar bolor?"
Arnaldo Baptista – Será que eu vou virar bolor?
Ontem assisti o documentário “Lóki”.
Há algum tempo estava planejando e ontem, uma bela noite de sexta feira, daquelas que desejamos caminhar o corpo pelas avenidas da cidade, decidi concedê-la para Arnaldo Baptista, e sem arrependimentos.
O filme foi lançado em 2008 e conta a vida de Arnaldo, integrante do Mutantes. Para mim, fã incondicional deles, Os Mutantes, foi incrível conhecer o poço infinito, insistente e criativo que é este grande músico, artista e ser humano, acima de tudo. Dentre seus dramas, o amor de Rita Lee que se perdeu, o fim dos Mutantes, as grandes doses de LSD, a tentativa de suicídio, a queda do 4o andar, o período de coma, dentre outros, Arnaldo é uma medida construtiva entre o mundo real e o mundo dos discos voadores.
Reconhecido internacionalmente, ovacionado por Kurt Cobain, Arnaldo foi sim o grande líder de uma das maiores, se não a maior, banda brasileira. A grande marca tropicalista, que revolucionou com suas guitarras elétricas. Como não assistir o vídeo “Domingo no Parque” e não se emocionar e perceber a grande revolução que a partir dali se encontra. E isso tudo em plena ditadura.
http://www.youtube.com/watch?v=Zbv3M-AdxC0
Arnaldo, tu és um mestre!
O que tens de lóki é aquilo que poucos entendem...aquilo que não se encaixa nessa época.
Como Zelia Ducan diz no filme, você é a própria Balada do Louco. “E mais louco ainda é quem diz que não é feliz!”
"Hoje eu percebi
Que venho me apegando às coisas
Materiais que me dão prazer
O que é isso, meu amor?
Será que eu vou morrer de dor
O que é isso, meu amor?
Será que eu vou virar bolor?"
Arnaldo Baptista – Será que eu vou virar bolor?
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Génesis, capítulo 1, versículo primeiro.
Este espaço se abre em um momento de histeria.
Aquilo que grita requer mais espaços.
As intenções são das mais obscuras.
Diria que não há nenhuma,
Mas: “Oras, há sempre uma!”
Do compromisso eu abro mão e assumo.
O tema? Este encontra-se na moda do futuro, é 4D.
"Sigam meus bons" (?!)
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