
Caio Fernando já dizia que o tempo para às 15 horas. É o meio, é o ápice, é o começo destas letras.
Você já me conhece, um simples “e daí, qual é?” gera um conto, uma fábula. Eu não me aguento em mim (eu, me, mim, quantas sou?).
Você utiliza bem o acúmulo de informações. Digitaliza, separa em pastas, faz experimentos, arquiva. E este seu domínio faz meus pêlos ficarem ouriçados, agoniados. Mas ontem, no meu expresso divã nordeste, descobri que gósto muito do gôsto deste arrepio. Do domínio que me quebra, que não se mostra surpreso com as palavras soltas. Alias, é disso que gosto! Dos sinais que me confundem da cabeça aos pés.
Hoje, estou sem tempo. Não por falta, nem por sobra. E Cazuza pode me dizer, com aquela voz de protesto, que o tempo não para. Mas repito, hoje ele não faz sentido. Estou sem o tempo, os relógios estão parados desde a música do despertador. Ela tocou os ponteiros e disse que hoje é dia de poesia, de contra-tempo, é dia de amassar a vida com letras e com música. É dia de não olhar a agenda!
A embriaguez veio posteriormente. Estou me sentindo bêbada. Talvez seja um pouco pelo sono ou pelo deslocamento no meu próprio mundo, por ter de absorver o cotidiano da segunda-feira. Mas por uma persistência de pensamentos concluo que é pela embriaguez do teu encanto. Encanto, com canto, no meu canto, de canto, portanto...
Tenho vontade de bater de tanta coisa que queria lhe dizer e não sai. Não vai, não vem. Fica!
Bater, morder, sangrar, arranhar, lalala.
Sabe, é bom ter essa confusão por dentro. Confusão de tempo, de espaço, que infelizmente (?) um dia se encaixa de novo (ou de velho).
Abraço bem forte, com os dois braços e as duas pernas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário