Na faculdade sentira-se atraído pelo comunismo, mas Mathieu o desviara ensinando-lhe o que era a liberdade. Boris compreendera imediatamente: é um dever fazer o que se quer, pensar o que se bem entende, ser responsável perante si próprio apenas, analisar permanentemente o que se pensa dos outros. Boris construíra sua vida sobre alicerces. Era inescrupulosamente livre. Em particular discutia sempre com todos, à exceção de Mathieu e Ivich; com esses era inútil, porque eram perfeitos. Quanto à liberdade, não era recomendável analisá-la demasiado, porque a gente deixava então de ser livre.
SARTRE, A Idade da Razão. p.168
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