Os toques dados sem querer querendo.
As palavras medidas que entregam o que não se mede.
Os olhares que se perdem por dentro.
Os jogos de armar.
A tocaia.
O bote.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Mas...deixa pra lá.

Mais um feriado passa. A república é lembrada por um momento, se é lembrada. Ao voltar para a cidade, ao lado do companheiro que me cedeu um lugar no seu automóvel, pergunto a ele qual som mais gosta de ouvir. Uma regra básica da carona é manter a conversa ativa, aproxima as pessoas, não deixa o silêncio dar ideias. Porque o silêncio dá ideias.
Ele prontamente respondeu: - Gosto de música internacional.
Olhei para a janela molhada da chuva de novembro, pensei, olhei para ele, deixei a boca entreaberta para continuar a conversa, pensei mais um pouco e sorri. Música internacional.
Vamos manter a primeira impressão e não perguntar de que tipo.
Todo mundo é uma ilha. Ou um aquário.

Egoísta que sou, não consigo me livrar da mania autobiográfica das letras. Se fizesse música, se chamaria “eu” e se escrevesse um livro seria “meu”. Mania de viver dentro do aquário, de pensar que sou um peixe, observando as pessoas de longe enquanto passam carregando pianos nas costas e cantando com olhares perdidos. Eu gosto de pessoas felizes, mas ultimamente vejo tão poucas.
E eu também não sou um peixe.
Astrologia é apenas história pra dormir. E sonhar.
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